Receita Federal lança ferramenta oficial de cálculo dos novos tributos sobre o consumo
- Lacerda Gama Advogados

- 22 de jul.
- 2 min de leitura
Não Setorial | Tributos Indiretos
A Receita Federal do Brasil disponibilizou, no dia 18 de julho de 2025, a ferramenta oficial de cálculo dos novos tributos sobre o consumo, criada para ajudar contribuintes e profissionais da área a compreenderem os impactos da reforma tributária em suas operações.
Antes restrita aos participantes do projeto-piloto da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a ferramenta agora está acessível a todos, com recursos que facilitam o entendimento do novo modelo tributário. Com ela, é possível:
Mensurar o impacto tributário por produto, com detalhamento da base de cálculo, alíquotas da CBS, do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e, quando aplicável, do Imposto Seletivo;
Integrar os cálculos com sistemas de gestão (ERP) e outros softwares;
Avaliar os efeitos do split payment (pagamento fracionado) em transações eletrônicas.
Segundo a Receita Federal, a nova calculadora representa um avanço no relacionamento entre o fisco e os contribuintes, ao promover transparência, cooperação e diálogo entre o setor privado e o poder público.
Limitações da ferramenta
Apesar das funcionalidades inovadoras, a ferramenta ainda possui limitações. Ela não calcula os impactos completos da reforma tributária sobre a operação integral de cada contribuinte.
O sistema não avalia, por exemplo:
A formação integral da base de cálculo da CBS e do IBS;
Os efeitos financeiros da não cumulatividade dos tributos;
Os reflexos no fluxo de caixa e possíveis oportunidades fiscais criadas pelo novo modelo de tributação no destino.
Mesmo com essas restrições, a ferramenta se apresenta como um importante ponto de partida para empresas, profissionais da área contábil e consultorias tributárias.
Com base na Emenda Constitucional nº 132/2025, a iniciativa reforça os princípios da cooperação e da justiça tributária, previstos na Constituição Federal, e marca uma nova fase de transformação do sistema tributário brasileiro.


Comentários